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Este espaço está reservado para a publicação semanal das "Dicas de Tênis do Lício", onde serão registradas inúmeras informações, tratando dos assuntos mais variados em torno deste esporte. As informações versarão tanto sobre orientações diretas aos tenistas, como dicas para professores, obtidas do resultado da prática do magistério pelo autor em mais de quatro décadas de convivência com o tênis. A cada semana iremos alterar as informações, porém, clicando em "Arquivo de Dicas" você terá acesso a todas as dicas já publicadas. Qualquer dúvida, entre em contato e teremos o maior prazer em atendê-lo. Gostaríamos de agradecer à Signum Pro por seu apoio!
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606 (25/07/10) |
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(Continuação
das Dicas da semana passada) ... No voleio de bola
abaixo da rede jamais use o “swinging volley”, pois esse golpe normalmente só
tem sucesso quando você o executa parado, porque o ponto de contato da
raquete com a bola ocorre numa fração de segundo, já que sua raquete bate a
bola com “spin”, e se você ainda estiver correndo isso dificultará bastante a
efetivação do contato do centro das cordas de sua raquete com a bola. O
local ideal para a execução do “swinging volley” é quando você está a uns
dois metros atrás do “T” de seu lado da quadra e com a bola sendo golpeada na
altura entre sua cintura e seus ombros. O
mais correto naquele voleio de bola abaixo do nível da rede teria sido você o
executar com um golpe chapado, com a raquete indo direto para o ponto de
encontro com a bola e golpeando-a de baixo para cima. Normalmente os
“two-handed grips” efetuam esse tipo de voleio com imperfeição ou com baixo
índice de performance, pelo fato de executá-lo sempre com “slice”. “Slice” é
para baixar a bola e se esta já está abaixo do nível da rede esse golpe não
tem sentido em ser usado. Meu
caro Bellucci. Minha sugestão é que você se mire no comportamento de anos
atrás de Rafael Nadal, que resolveu começar a jogar os torneios internacionais
de duplas para melhorar sua performance de voleios em seus jogos de simples. Seu
jogo de fundo está perfeito. Seu
saque pode ficar ainda melhor, se você conseguir fazer o mesmo que sugeri ao
Federer para melhorar a performance de aproveitamento do primeiro saque dele,
imitando o que faz Nadal e muitos jogadores da atualidade, que sacam com 86%
de aproveitamento de primeiro saque, passando para isso a bater o primeiro
saque com muita força, mas priorizando a utilização de muito, muito mesmo, “spin”. Principalmente
porque você é canhoto, o efeito de seu saque é ao contrário de 98% da
população de tenistas, que é de destros, motivo principal porque você deve
usar o seu saque com bastante “spin”, que atrapalha muito mais que o saque
com “spin” da grande população de destros. Agora,
para terminar, mando-lhe a mensagem sobre a parte mental da “neurolinguística”, que se
volta para o princípio da “determinação
de vencer”, de “se chegar a atingir o objetivo desejado”, do “eu quero, eu quero, eu quero, do eu
vou chegar lá!”. Com essa determinação você estará orientando os
trilhões de células de seu corpo, juntas na mesma direção, a atingirem o seu
objetivo de vencer. Peça a ajuda de um super-especial
psicólogo (de preferência, o mesmo
que organizou o antes desastroso comportamento mental do atual super-campeão
Roger Federer) para essa mesma
pessoa também venha a organizar o seu ainda deficiente comportamento mental.
Você perdeu o recente jogo contra Andreas Seppi na quarta de final do ATP 500
2010 da Alemanha apenas porque seu estado psicológico ainda não está bem
organizado, pois você e o mundo intelectual do tênis sabemos que perdeu aquele
jogo apenas por conta de seu baixo índice de organização mental. Depois de
organizar esta importante parte mental que ainda lhe falta, tenho completa certeza
de que você e seu atual técnico conseguirão atingir o topo do estrelato no
tênis internacional. Eu
estou torcendo muito por você, porque você tem o que eu considero a coisa
mais importante para a determinação de sucesso na vida, que é: “EU QUERO, EU QUERO, EU QUEEEEEEEEEEEERO CHEGAR LÁ!” Especial abraço do Lício |