Dicas da semana 527

As Dicas de hoje irão insistir num problema que já levantei no final da década passada através de artigo que se encontra em meu site com o título “O Perfil do Tenista do Terceiro Milênio”.

Lembrei ali que a ATP (Associação de Tenistas Profissionais) gerou grandes mudanças na história do tênis. É que, antes da criação da ATP quem ganhava Wimbledon  - piso de grama que exigia apenas um perfeito jogo de rede -  era eleito o melhor jogador do mundo. Mas esse quadro mudou após a ATP instituir que torneios disputados em pisos rápidos e lentos passariam a contar pontos para um “ranking” que indicaria o melhor tenista internacional.

Essa nova regra promoveu a valorização do jogo de fundo de quadra, deixando cada vez mais evidente a necessidade de os melhores do mundo neste terceiro milênio passarem a ser jogadores completos, capazes de ganhar em qualquer tipo de piso. Reforça esta afirmação o fato de que a quebra de recorde é uma característica inerente ao próprio homem, esse ser que vive em busca de sua constante superação.

Outro fato que tem provocado sensíveis mudanças no tênis é a presença cada vez maior da televisão nos eventos esportivos, aumentando o interesse do grande público pelos torneios, mas exigindo, em contrapartida, certas adaptações ao caro aluguel do tempo da mídia. Por conta disso, quase todos os torneios internacionais, que antes eram disputados em melhor de cinco “sets”, passaram a ser jogados em apenas três “sets” e também o tempo dos jogos foi encurtado, com a adoção do sistema de “tie-break”.

Essa redução do tempo das partidas provocou um grande aumento do número de torneios mostrados pela televisão, atraindo cada vez mais o interesse do público pelo tênis e gerando o envolvimento de milhões de dólares em benefício de investidores e atletas. Resistem a essa adaptação ao tempo da mídia as tradições dos torneios internacionais chamados de “Grand Slams” (Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e US-Open) e também a Copa Davis, que continuam adotando a regra de melhor de 5 “sets” em todos os jogos. Mas essa tradição acabará caindo por terra, porque também tem provocado contusões que deixam muitos tenistas fora das quadras por longo tempo. 

Deixo aqui registrado o meu mais veemente apelo no sentido da adaptação do tênis às realidades atuais, encarecendo aos dirigentes internacionais que revejam essa tradição antiquada dos “Grand Slams” jogados em melhor de 5 “sets” e também revisem os sistemas de iluminação das quadras e de proteção contra chuvas. Outro aspecto que também reforça meus argumentos é o fato de que inúmeras pessoas deixam de viajar novamente para assistir a jogos de “Grand Slams porque gastaram razoável soma de dinheiro no ano anterior para assistir a cinco dias de jogos, mas na realidade acabaram vendo apenas dois dias e pouquíssimos jogos, por conta de chuvas. Envolvendo milhões de dólares, esses torneios têm que se adaptar à realidade tecnológica atual, a exemplo do que já foi feito em vários outros esportes, adotando tetos fechados ou retráteis em no mínimo meia dúzia de quadras e passando a usar o sistema já disponível de iluminação que não provoca fotofobia.

Insisto, finalmente, que esse comportamento histórico de se jogar somente com a luz do dia encontra-se completamente ultrapassado, já se podendo passar para o arquivo dos livros essa longa tradição na história deste magnífico esporte.

 

Dicas da semana 526

Peço desculpas aos meus leitores pelo tempo que fiquei sem escrever minhas Dicas de tênis semanais. É que no aniversário de meu filho mexeram em meu computador e derramaram alguma bebida sobre ele. Levei-o a uma autorizada da HP, a qual manteve meu PC por longo tempo em observação e somente agora é que pude voltar à rotina de meu trabalho.

            Aproveitarei que estamos entrando em período de férias para contar uma história sobre dois de meus ex-alunos que iniciaram a prática do tênis jogando no mesmo nível e com ampla tendência para se transformarem em atletas profissionais.

            A única diferença de nível desses dois jovens só começou a aparecer depois de uns cinco anos, por conta dos diferentes comportamentos que cada um deles tinha durante o período de férias escolares de fim de ano.

            Como professor que aposta no investimento de futuros atletas expoentes adoto como princípio usar meu tempo mais disponível no período em que muitos alunos viajam de férias para treinar bastante aqueles atletas que resolvem viajar menos durante as férias escolares para ocuparem o seu tempo  treinando muito mais que os outros garotos que tiram férias também do tênis nessa fase do ano.

            Sistematicamente nas férias de final de ano um daqueles dois jovens talentosos ia para a casa dos avós no sul do País e lá não pegava em raquete, não obstante tivesse um clube próximo e à sua disposição para treinar.

            Enquanto isso o outro jovem talento ficava treinando bastante comigo e, por conta daqueles quase três meses de férias e treinamento intensivo, ele conseguiu alcançar um nível de perfeição fora do comum, que resultou em destacá-lo rapidamente entre os melhores atletas do País.

            O nível de informações é realmente um fator determinante para permitir o sucesso de um atleta, mas a grande carga de treinamento é um dos mais decisivos fatores para fazê-lo chegar à perfeição.

            Do mesmo jeito que os maiores cientistas do mundo se destacam pela determinação em direcionarem praticamente todo o seu tempo para as pesquisas e estudos no ramo de sua profissão, o intenso treinamento e estudo de todas as técnicas e táticas de um esporte também são o fator decisivo para conduzir um atleta ao estrelato.

            Além da exigência de qualidades físicas e mentais adequadas para o destaque do atleta, a determinação é um fator decisivo para levá-lo ao topo de seu esporte. Isto porque não há nada que nos permita chegar ao topo sem que tenhamos passado por imensas dificuldades antes de nos tornarmos aqueles grandes atletas expoentes.

            Termino estas Dicas com a frase de Michael Jordan, a qual é o retrato perfeito do caminho que se tem que percorrer para se atingir o mais alto nível do estrelato em qualquer atividade na vida.

              And I have failed over and over and over again in my life. And that is why ... I SUCCEED.”  (E eu falhei, falhei e falhei muitas vezes em milha vida. E foi por isso que ... Eu cheguei ao sucesso.)

 

Dicas da semana 525

                        Parabéns ao sérvio Novak Djokovic (21 anos de idade), tenista número três do mundo, por ter sido Campeão do Máster Cup-2008, disputado entre os oito melhores da temporada, em Xangai (China), ao derrotar na final o russo Nikolay Davydenko, número cinco do mundo, por dois “sets” a zero, com parciais de 6/1 e 7/5.

            No placar de 5/4 para Djokovic, que sacava para fechar a partida, ficou bem nítido para toda a platéia que o seu nível de controle emocional ainda estava muito abaixo do que deveria ser para um dos melhores tenistas do mundo. Djokovic não conseguia trocar mais de três bolas e nem acertava mais o primeiro saque, acabando por dar de presente seu “game” de saque para Davydenko.

            Djokovic conseguiu, entretanto, reequilibrar-se emocionalmente e devolver imediatamente a quebra de saque, fazendo 6/5 e ganhando seu “game” de saque a zero, fechando a partida.

            Não faço críticas quanto ao fraco desempenho de Davydenko nessa final porque também ficou nítido o seu grande desgaste físico no curso de toda aquela competição, pois sua performance contra Djokovic ficou muito abaixo da apresentada em todos os seus jogos anteriores.

            E é usando o exemplo de Davydenko que volto novamente o assunto que vem me preocupando há muitos anos sobre o exagero do número de competições que os atletas têm obrigatoriamente que participar no correr de todo o ano.

            É essa carga pesada de torneios um atrás do outro que também quebrou Federer e Nadal, os dois melhores do circuito mundial.

            Espero que agora, com a presença de Nadal, Federer e Djokovic no quadro de decisões organizacionais da ATP, seja reduzido esse pesado calendário de torneios, com o objetivo de evitar que o estrelato profissional dos tenistas venha cada vez mais sendo reduzido, por conta das constantes contusões.

 

Dicas da semana 524

              Continuo o assunto iniciado nas Dicas 503, sobre “A VIDA DE UM CAMPEÃO”, onde registro uma série de detalhes para consertar erros cometidos até por atletas de nível “top ten”.

            Vou centrar as Dicas de hoje no jogo final do Máster Series de Paris, vencido pelo francês Jo-Wilfried Tsonga por 2 “sets” a 1, parciais de 6/3, 4/6 e 6/4, frente ao argentino David Nalbandian.

            Como se pode perceber, quanto mais elevado o nível dos profissionais envolvidos na final de um Máster Series, apenas um pequeno erro técnico ou mental, ou mesmo um golpe extremamente eficiente pode ser o fator decisivo para resultar na vitória do adversário.

            Meus comentários sobre a final do Máster Series de Paris vão começar exatamente abordando o saque extremamente eficiente do francês Tsonga, que durante todo o jogo apresentou-se como o maior destaque para conduzir o placar final a seu favor.

            Além do fato de Tsonga ter conseguido aproximar-se dos 30 “aces” em todo o jogo, seus primeiros saques lhe garantiam o comando dos pontos, levando-o a ganhar seus “games” com relativa facilidade.

            Faço aqui uma pequena pausa para afirmar que “É a maior burrice não dar total prioridade a treinar uma barbaridade o saque”. É só botar um saco com 50 bolas sobre uma cadeira ao seu lado dentro da quadra e executar 300 saques por dia. Sampras foi o melhor do mundo porque meteu na cabeça que teria que treinar uma barbaridade para melhorar sua performance de aproveitamento de 1º e 2º saque e ele passou a ter tanta confiança nesse golpe que executava o 2º saque arriscando-o com a mesma potência que adotava para seu 1º serviço. Visitei em Tampa-Florida (USA) a quadra de grama em que Sampras treinava e o “Head-Pro” me mostrou o pequeno retângulo de 30x30 cm em que Sampras havia chegado ao recorde mundial de executar 39 saques seguidos dentro daquele pequeno quadrado.

            Iniciando agora os comentários gerais sobre a final do Máster Series, a interpretação do resultado do primeiro “set” baseou-se no fato de que o saque de Tsonga foi decisivo para lhe favorecer a vitória por 6/3. Do outro lado Nalbandian cometeu duas duplas-faltas no segundo “game” desse “set”, quando seu saque foi quebrado, enquanto não teve chance em nenhum momento de ameaçar a quebra do saque de Tsonga.

            Como Nalbandian é considerado um dos melhores devolvedores de saque da atualidade, o jogo começou a ficar mais equilibrado no segundo “set”, não obstante Tsonga continuasse fazendo inúmeros “aces”. Mas quando Tsonga sacava no 3/4 sem que tivesse havido até ali nenhuma quebra de saque, apresentou-se naquele momento o fator pressão psicológica atuando negativamente sobre Tsonga, que teve pela primeira vez um 0x40 ameaçando a quebra de seu saque, por conta de uma dupla-falta e mais dois erros inexplicáveis. Mesmo assim Tsonga ainda conseguiu recuperar esse “game”, empatando em 4/4, mas ficava nítida a presença de seu desequilíbrio emocional a partir daquele momento.

            Nalbandian fechou o “game” seguinte com relativa facilidade e Tsonga sacou no 4/5 também completamente desequilibrado emocionalmente, perdendo por isso o seu “game” a zero, presenteando Nalbandian com o fechamento do “set” por 6/4. 

            Quanto ao 3º “set” o único comentário que tenho a fazer é que o fator falta de sorte tende a pender mais para o lado do atleta que se vê com o maior risco de ter o seu saque quebrado. Por exemplo, se você está percebendo que fecha praticamente sempre o seu saque com relativa facilidade, enquanto seu adversário tem o saque constantemente ameaçado pela quebra, sua leitura e a do adversário serão iguais, ao interpretar que o adversário não chega nunca a ameaçar a quebra de seu saque e que a qualquer momento vai acabar ocorrendo a quebra do saque do oponente.

              E logo no início do 3º “set” Tsonga teve a sorte de quebrar o saque de Nalbandian, fazendo 2/1. A partir daí o jogo correu sem mais nenhuma quebra de saque, levando Tsonga à vitória final por 6/4 e a se classificar entre os oito melhores do mundo para disputarem a Máster Cup, que não contará com a presença de Rafael Nadal, por se encontrar machucado.

 

Dicas da semana 523

Continuo o assunto iniciado nas Dicas 503, sobre “A VIDA DE UM CAMPEÃO”, onde registro uma série de detalhes para consertar erros cometidos até por atletas de nível “top ten”.

            Conforme havia comentado em Dicas passadas é possível perceber que tanto o lado mental, como o mais baixo nível de regularidade de Federer demonstram que ele ainda não se recuperou totalmente dos problemas de saúde causados pela doença mononucleose que o atingiu já há algum tempo atrás.

            Tive conhecimento da mononucleose de Federer logo no início de sua doença e soube que ele se negara a parar de jogar durante seis meses, conforme recomendação médica. Isto porque não queria perder sua posição de primeiro do mundo, já que ele poderia continuar jogando e sendo afetado apenas por sintomas de gripe e oscilações de resistência física, causando molezas momentâneas e passageiras.

            Isto ficou bem nítido em dois jogos contra Nadal em que ele ganhava por 4/0 e inacreditavelmente só fez mais um “game”, perdendo por 7/5. E num outro jogo também com Nadal ele fez 5/1 e não ganhou mais nenhum “game”, perdendo também de 7/5.

            No recente jogo contra Andy Murray no Máster Series de Madrid foi possível perceber a irregularidade de Federer nas paralelas de “backhand”. Ele também deixou patente que continua convivendo com um desequilíbrio emocional muito abaixo do que detinha antes da mononucleose.           

            O único problema que médicos amigos me alertaram é para o fato de que essas oscilações de resistência física podem causar a entrada no organismo da pessoa de outras doenças mais perigosas.

  Finalizo este assunto aproveitando para deixar aqui registrado que todos nós que formamos essa imensa platéia admiradora desse exemplar atleta que é Roger Federer continuaremos torcendo para vê-lo retornar ao seu merecido posto de número um do mundo.

 

Dicas da semana 522

            Continuo o assunto iniciado nas Dicas 503, sobre “A VIDA DE UM CAMPEÃO”, onde registro uma série de detalhes para consertar erros cometidos até por atletas de nível “top ten”.

            Para aperfeiçoar ainda mais o seu saque não esqueça de abrir a mão bem no alto no instante do lançamento da bola, imaginando que os seus dedos são as pétalas de uma rosa que se abrem na direção do céu. Com isso você vai evitar que as pontas de seus dedos alterem a direção que você programou para o lançamento da bola na execução de seu saque.

            Em meu livro, entre as páginas 43 e 46 e 58 e63, você poderá encontrar mais uma série de informações que irão ajudá-lo a aperfeiçoar ainda mais o seu saque, um golpe que só depende de você para torná-lo cada vez mais consistente e poderoso.

            Não esqueça de botar em seu cardápio a informação que já passei em Dicas passadas, no sentido de você treinar um mínimo de 300 saques por dia, com a ajuda de um saco de bolas, sendo 150 para cada retângulo de saque da quadra adversária. Cada um desses dois grupos de 150 saques deverá ser dividido em 5 seções de 30 saques.

Essas 5 primeiras seções serão sacadas para a direita da quadra do adversário. A primeira delas deverá ser dirigida para o ponto que marca a metade da linha de saque à direita da quadra do adversário. Este saque tem o objetivo de dar um “ace” no oponente ou no de mínimo fazê-lo atirar-se na direção da grade lateral de seu lado direito, deixando com isso a quadra completamente livre para você terminar o ponto, caso o adversário tenha conseguido alcançar e devolver aquele seu eficiente saque. O sucesso deste golpe estará, entretanto, completamente ligado à necessidade de seu saque ter sido executado com bastante “spin”.

A segunda seção de 30 saques ainda à direita da quadra do adversário deve ser dirigida para o ângulo formado pelo encontro das duas linhas de saque à direita do oponente. A terceira seção de 30 saques deve ser dirigida em cima à direita do adversário e a quarta seção em cima dele à esquerda.

E a quinta seção de 30 saques deve ser dirigida para o ângulo formado pelo encontro das duas linhas de saque à esquerda do adversário.

As outras 150 bolas devem ser também divididas em 5 seções de 30 saques, direcionadas agora para o outro retângulo de saque à esquerda da quadra do adversário. Cada uma dessas 5 seções de saques deverá ser dirigida para os mesmos pontos demarcados para o treinamento efetuado no retângulo de saque à direita da quadra adversária.

 Passe também a adotar o seguinte sistema de treinamento diário para melhorar bastante sua performance de saque. Após no máximo dez minutos do início de seu bate-bola diário passe a botar a bola em jogo sacando. Dê uns dois a três primeiros e segundos saques de seu lado direito da quadra e depois faça o mesmo de seu lado esquerdo. Em seguida o seu parceiro de treinamento deverá fazer o mesmo. Esse comportamento diário estará permitindo que você e seu parceiro alcancem um nível de performance de saque e devolução de saque muito elevado.

            Caro leitor, usuário destas Dicas para Campeão. Peço que daqui a um ano escreva para meu “site” registrando o resultado deste treinamento voltado para o desenvolvimento de seu saque.

 

Dicas da semana 521

              Continuo o assunto iniciado nas Dicas 503, sobre “A VIDA DE UM CAMPEÃO”, onde registro uma série de detalhes para consertar erros cometidos até por atletas de nível “top ten”.

            O lançamento da bola de saque é responsável por mais de 90% do índice de bom aproveitamento deste golpe.

            Uma primeira pergunta que se deve fazer aos atletas é: ”- Quantos tipos de lançamento de bola inclinada existem?” A resposta é: - Existem inúmeros! E a outra pergunta é: ”- Quantos tipos de lançamento de bola na vertical existem?” A resposta é: - Existe apenas um!

            Mas quando se vai lançar a bola para um saque com bastante “spin” ela é atirada mais para trás do corpo, todavia o movimento do braço que atira a bola é o mesmo, pois o que muda é o arqueamento do corpo e dos joelhos, resultando em a bola cair atrás do calcanhar do pé da frente do atleta, caso não tenha sido golpeada pela raquete.

            Daí é que se precisa aprender a jogar a bola de saque para cima exatamente na vertical, para se ter uma elevada performance de aproveitamento de saque. Para isso o braço que segura a bola terá que iniciar o movimento ligeiramente encolhido, mas deverá terminar esse lançamento totalmente esticado para cima.

            Vou abordar agora o motivo por que inúmeros atletas dificultam esse lançamento da bola de saque.

            Quando vai ser iniciado o movimento de saque o corpo do atleta começa a girar o ombro do braço que segura a raquete ligeiramente para trás, antes do início do lançamento da bola.

            Por conta disso inúmeros atletas deixam a mão que segura a bola acompanhar esse giro de tronco para trás. E como a mão foi também para trás, a única alternativa é jogar a bola inclinada para frente, a fim de que ela possa ser goleada à frente do atleta, para permitir que o peso de seu corpo influencie no aumento da velocidade imprimida sobre a bola.

            A maneira de melhorar essa performance de lançamento da bola, passando a lançá-la na vertical é muito simples.

            Você continua fazendo o mesmo giro para trás do ombro do braço que segura a raquete, todavia não deixe que a mão que lança a bola também acompanhe aquele giro de corpo para trás. Faça com que sua mão se mantenha no mesmo lugar à frente de seu corpo e apenas vá com ela um pouco para baixo para alavancar a subida do braço na hora do lançamento da bola completamente na vertical. Tenha como referencial o direcionamento do bico do sapato de seu pé da frente para fazer sua mão descer um pouco e elevar-se para cima no ato de atirar a bola.

            Eu treinava lançar a bola de saque com os olhos fechados, com o objetivo de cada vez mais aperfeiçoar esse lançamento. Para conseguir essa performance você só terá sucesso se arquear bem os joelhos e, mesmo de olhos fechados, imaginar que está olhando para a bola, pois somente assim terá executado o mesmo movimento que faz quando saca de olhos abertos.

            E quando estiver treinando, comece a olhar apenas para o ponto da bola no qual deverá golpeá-la, de modo a dirigi-la exatamente para o local do retângulo de saque que você programou.

            Não esqueça que atualmente a prioridade é o aumento da performance de aproveitamento de primeiro saque e para isso, conforme já expliquei recentemente, continue usando velocidade, mas principalmente bastante ”spin” no primeiro saque. Não esqueça de que a grande prioridade para esse saque muito forte com bastante “spin” é golpear de raspão por cima da bola e principalmente segurar o ombro de trás, não o deixando ir para frente, de tal modo que possa golpear a bola raspando-a da esquerda para a direita, se for destro, ou em direção inversa, se for canhoto.

 

Dicas da semana 520

Continuo o assunto iniciado nas Dicas 503, sobre “A VIDA DE UM CAMPEÃO”, onde registro uma série de detalhes para consertar erros cometidos até por atletas de nível “top ten”.

            Fiquei sabendo que Federer, Djokivic e Nadal estão ingressando no quadro da ATP e espero que tenham o bom senso de influenciarem os demais membros daquela entidade no sentido de que volte a ser possível para os jogadores de simples disputarem também os jogos de duplas.

            Associo-me às mesmas críticas de PETE SAMPRAS, repetindo que os atletas expoentes quase não estão mais conseguindo volear nos jogos de simples. O principal motivo é que a bola agora está andando a uma velocidade recorde de 250 km/h, não permitindo que o atleta dê mais que dois passos para frente em direção à rede após fazer um “approach”, dificultando o sucesso de um bom voleio de finalização. E o outro grande motivo dessa perda de habilidade na rede é que a agenda dos jogos de simples está atualmente tão carregada que os atletas mais destacados não estão se sentindo em condições físicas de atenderem aos dois calendários de simples e duplas de cada torneio, porque isto tem se constituído numa carga de exigência física completamente acima de suas capacidades, levando-os a se machucarem.

            Como próximo assunto volto a insistir que todos os atletas expoentes precisam treinar mentalmente a criação de um comportamento instintivo para evitarem ao máximo, durante uma troca de bolas num ponto decisivo, a mudança de direção de uma forte bola recebida na cruzada, devolvendo-a com uma paralela dirigida próxima da linha lateral da quadra adversária.

Há uma forte tendência de erro dessa bola paralela, conforme explico no item “2.10.1 - As fases da trajetória da bola”,  págs. 50 a 53 de meu livro, abordando o assunto “Conceito de reflexão da luz”. Mostro na parte inferior direita da pág. 50 uma lanterna iluminando um espelho, explicando o conceito de reflexão da luz.

Imagine que aquele espelho é a sua raquete e que a bola é a luz emitida pela lanterna, a qual vai bater no espelho (a raquete) formando um ângulo de 45º de incidência do ponto de saída da luz (da bola) com o plano do espelho (ou da raquete), essa luz se deslocando da lateral direita do fundo da quadra adversária para a lateral direita de seu lado da quadra, onde se encontra sua raquete (ou o espelho) com as cordas (ou o plano do espelho) paralelas à linha de fundo de seu lado da quadra. Quando a luz (ou a bola) vinda da diagonal incidir sobre sua raquete (ou sobre o espelho), a “reflexão da luz” provocará uma direção, após bater na bola (ou no espelho), exatamente idêntica ao ângulo de 45º formado do ponto inicial de saída da luz (da bola) com o plano do espelho (ou da raquete). Ou seja, a soma dos dois ângulos de 45º irá desenhar um ângulo de 90º, formado a partir do local de saída da bola (a luz) até o ponto de contato com a raquete (o espelho) e seu percurso de retorno, ao cair bem fora dos limites laterais da quadra adversária.

Imagine, como outro exemplo, que você é destro e está a dois metros de distância da rede para executar um voleio de direita na paralela, ao ter recebido uma forte bola cruzada do adversário. Para isso você colocou as cordas de sua raquete completamente paralelas à rede. Seu voleio irá para fora na lateral esquerda da quadra adversária. Para melhor interpretar esse “Conceito de reflexão da luz” basta você lembrar o que ocorre quando joga uma bola cruzada quando está batendo parede e ela volta bem para longe de você.

Em conclusão, quando receber várias bolas fortes cruzadas na disputa de um ponto importante procure evitar a mudança de direção para paralela, mas se o fizer aponte sua bola para o meio da quadra adversária, para corrigir o erro explicado através do “Conceito de reflexão da luz” e perceberá que seu golpe dirigiu a bola na verdade para a paralela, sem o risco do erro na lateral da quadra adversária. Mentalize a frase a seguir: “Nas disputas de pontos decisivos pense sempre em cruzar, cruzar, cruzar todas, deixando para o adversário o risco de arriscar uma paralela.

(Continua nas Dicas da próxima semana)

 

Dicas da semana 519

(Continuação das Dicas da semana passada) ...

            Presenciei Federer e muitos outros fenômenos deixarem escapar de suas mãos o poder do “MOMENTUM” na hora de fecharem um jogo, um “set”, ou um “game” decisivo no US-OPEN-2008, ficando nervosos e cometendo erros de bolas inexplicáveis para a platéia, por conta de ainda não terem estudado com grande profundidade a matéria psicológica baseada nos conceitos de ”NEUROLINGÜÍSTICA”, assunto por mim abordado durante longo tempo em Dicas passadas e também em meu livro na parte dedicada ao tema comportamento mental, alertando que você não pode ter um comportamento de “rato”, ficando nervoso para jogar contra um adversário que se torna um verdadeiro “leão” para não deixar você fechar o “set” ou o jogo.

Você tem que pensar que precisará jogar mais que seu adversário, assumindo um comportamento de “três leões”, para poder vencer àquele “leão”, cujo único pensamento é: “- Eu vou jogar uma barbaridade pra não deixar ele ganhar!” E o seu pensamento nesse momento terá que ser: “- Ele vai dar tudo pra não deixar eu fechar! Eu vou jogar uma barbaridade! Eu vou jogar mais do que ele!” Treine repetitivamente esse tipo de pensamento, para aprender a jogar como “três leões” na hora de fechar um “game” decisivo.

Além disso use o esquema de respirações profundas com vistas à absorção de “endorfina”. Isto vai ajudá-lo a relaxar, ao provocar o mesmo efeito da moleza ocorrida após seu bocejo na hora do sono, quando você absorve uma grande quantidade de oxigênio. É esse excesso de oxigênio que irá neutralizar a “adrenalina” que eventualmente o deixou nervoso na hora do ponto decisivo a seu favor.

            Como já expliquei no meu livro e em Dicas passadas, manter o poder do “MOMENTUM” significa continuar com o adversário debaixo de grande pressão durante todo o jogo. Isto é, se você faz 1/0, 2/0, 3/0, não pense que poderá ir ficando cada vez mais relaxado, achando que já ganhou o jogo, pois essa mudança de comportamento mental é o fator que permite uma sensacional virada do resultado do jogo a favor do adversário. Ou seja, manter o poder do “MOMENTUM” significa continuar apertando o pescoço do oponente com a mesma força até o fechamento da partida.

            E como também já expliquei em Dicas passadas, o profundo conhecimento do tema psicológico abordado pela ”NEUROLINGÜÍSTICA” é o mais decisivo fator para conduzir os atletas a superarem suas deficiências de comportamento mental nos momentos de grande pressão. Para isso volto a recomendar ao meu público a leitura do livro “PODER SEM LIMITES” de autoria de Anthony Robbins.

            Finalizo estas Dicas sobre minha estada no US-OPEN-2008 registrando que Federer está se recuperando da “mononucleose” que o atingiu há mais de um ano e isto é fácil de perceber, ao se verificar que ele já está voltando a ter aquela antiga regularidade que, juntamente com a grande eficiência e versatilidade de seus golpes, o destacava como o maior expoente do tênis internacional nos últimos anos.

(Continua nas Dicas da próxima semana)

 

 

Dicas da semana 518

(Continuação do assunto iniciado nas Dicas 503, sobre “A VIDA DE UM CAMPEÃO”).

            Conforme comentei nas Dicas 517, viajei no dia 22/08 para os Estados Unidos e tive o prazer de assistir os jogos do US-OPEN-2008 desde a primeira rodada até as semifinais daquele torneio espetacular.

            Não obstante o sistema televisivo seja um meio de comunicação que tem contribuído decisivamente para ajudar os espectadores a aprimorarem suas táticas e técnicas sobre nosso esporte, a oportunidade de assistir ao vivo o jogo dos melhores atletas do mundo num torneio daquela qualidade é realmente um fator decisivo para adicionar informações importantes para aprimorarem os conhecimentos até dos mais destacados tenistas de nosso esporte.

            Em determinados momentos de um jogo você pode deixar de acompanhar a bola na disputa de um ponto e apenas ficar observando um jogador, examinando cada detalhe de um de seus movimentos. Por exemplo, você vai começar observando com qual postura e empunhadura aquele atleta ficará aguardando para executar seus golpes de direita e esquerda de fundo de quadra. Percebido isto você vai acompanhar em seguida o momento que aquele atleta vai executar para fazer a abertura da raquete para trás na execução do “backswing” de seu “backhand”. E assim por diante você terá condições de examinar os golpes de cada um dos melhores jogadores do mundo durante aquele torneio.

            Além de fazer isto pude perceber que as falhas nos golpes até dos melhores atletas do mundo também podem encontrar resposta no cometimento de pequenos erros de detalhes técnicos em alguns de seus movimentos. Por exemplo, Andy Murray errou uma direita na final contra Federer porque correu para trás em alta velocidade sem baixar o ombro esquerdo (o da frente) mais que o direito e, por falta desse pequeno detalhe, quando parou para bater a bola, o peso de seu corpo caiu para cima do pé de trás, e esse pequeno desequilíbrio o fez bater a bola com as cordas de sua raquete mais viradas para cima, o que resultou em sua bola cair muito fora no fundo da quadra adversária.

            Presenciei inúmeros daqueles erros que eu venho registrando desde as Dicas 503 para melhorar a performance dos “tenistas CAMPEÕES” e pude perceber que a total perfeição ainda não foi alcançada mesmo entre os melhores do mundo.

            A maior velocidade da bola provocada pelo desenvolvimento tecnológico das raquetes está direcionando a grande preocupação dos atletas por concentrarem sua atenção quase que exclusivamente em conseguirem absoluta regularidade em seu jogo de fundo de quadra e por conta de não treinarem intensivamente cada um dos demais golpes usados apenas na hora de fechar um ponto, tais golpes são os causadores de erros que levam à perda de milhares de dólares apenas pelo cometimento de uma única perda de um ponto decisivo.

            Presenciei Federer e muitos outros fenômenos deixarem escapar... (Continua nas Dicas da próxima semana)

 

Dicas da semana 517

(Continuação das Dicas da semana passada) ...

            Mantendo o assunto iniciado nas Dicas 503, sobre “A VIDA DE UM CAMPEÃO”, continuarei registrando uma série de detalhes para consertar erros praticados até por atletas de nível “top ten.

Praticamente quase ninguém faz mais aquela famosa curta subindo à rede, surpreendendo o adversário, um golpe muito utilizado no passado pelo destacado tenista Arthur Ashe. E também não se vê praticamente ninguém mais executar um smash” curta de junto da rede (ver item 5.3.3, pág. 98 de meu livro), parecendo que eu fui o precursor e único executor desse movimento em toda a era tenística. Os golpes surpresa são altamente decisivos em favor de seus hábeis executores.

Também quase não se vê mais os atletas usarem aquele golpe em que se começa por imitar a execução de uma forte passada com “spin” no adversário na rede e no último instante muda-se para um lob” chapado (ver item 5.3.4, pág. 99 de meu livro). Hoje só se executa o “lob” com “spin”, cujo índice de acerto não é muito alto. 

Para se efetuar aquele lob” chapado com sucesso o grande segredo é baixar-se bastante o ombro da frente em relação ao de trás, para se induzir o adversário na rede a pensar que vai receber um potente “drive” com “spin”. Por conta disso, uma fração de segundo antes de você executar o golpe, o oponente vai baixar mais ainda os joelhos para se preparar para defender-se com voleio, pulando para um dos lados. Mas no último instante ele se verá surpreendido pela sua mudança de movimento, chapando a bola de baixo para cima e elevando seu corpo para ajudar na execução do “lob”. Porque ele se preparou, abaixando os joelhos para pular para os lados, irá sentir-se literalmente pregado no chão, ficando impossibilitado de pular ou deslocar-se para trás em tempo de defender-se do “lob”.

Voltando a falar sobre winner” do meio da quadra, tenho percebido inúmeros atletas “top” internacionais errarem esse golpe, exatamente porque não têm a informação de que só devem executá-lo quando conseguirem chegar em tempo de golpear a bola bem equilibrados e quase parados.

O winner” do meio da quadra pode ser considerado um golpe fácil desde que o atleta tenha em seu acervo o conjunto de informações que vai a seguir. Em primeiro lugar esse golpe deve ser muito treinado, porque quase todo mundo pensa que, com a bagagem de regularidade que se tem nos golpes de fundo de quadra, tal acervo é suficiente para dar habilidade ao atleta para executar facilmente o winner” do meio da quadra. Quase ninguém leva em conta que esse golpe está sendo executado de dentro da quadra, o que reduz o tamanho do espaço a ser percorrido pela bola. Além disso, a rede estará mais próxima e mais alta para o executor do golpe. Assim, como a quadra estará proporcionalmente menor, é necessário que o atleta aplique muito “spin” sobre a bola, usando para isso bastante rotação de pulso (imitando o giro de uma pá de ventilador), e tomando especial cuidado para não se deixar pular, nem oscilar os joelhos, pois isto é o grande causador da maioria dos erros no “winner” do meio da quadra. Tanto o pulo como a oscilação dos joelhos são a causa de mais de 90% dos erros nesse movimento. É que este golpe exige uma enorme precisão, numa fração mínima de segundo, no ato de execução do ponto de encontro da bola com o centro das cordas da raquete.

Se não for possível parar para efetuar confortavelmente o winner” do meio da quadra, você pode executar com bastante sucesso um golpe chapado, praticamente sem alavancagem para trás, apenas empurrando a bola para o canto da quadra que estiver mais vulnerável para o adversário, pois ele não terá tempo suficiente para se defender de seu golpe. O máximo que ele tentará é antecipar-se, correndo para um dos lados da quadra, com o objetivo de adivinhar o local que você irá colocar a bola. Mas com esse pequeno movimento de seu braço você terá perfeitas condições de colocar a bola no lado oposto ao que o oponente se antecipou para defender-se de seu golpe.

 

Nota: Estarei nos Estados Unidos na próxima semana, vendo o US-OPEN e retomarei este assunto em 14/09/08. 

 

Dicas da semana 516

(Continuação das Dicas da semana passada) ...

            Retorno o assunto iniciado nas Dicas 503, interrompido nas Dicas 515, sobre “A VIDA DE UM CAMPEÃO”. Continuarei registrando uma série de detalhes para consertar erros praticados até por atletas de nível “top ten.

            Como diz Sampras, é preciso readaptar o calendário das principais competições do tênis profissional para que os jogadores de simples possam voltar a jogar duplas sem se esgotarem fisicamente, pois está ficando bem nítido o cometimento de erros de voleio até pelos atletas “top-10”, exatamente por estarem perdendo a habilidade de voleio conseguida na rotina dos jogos de duplas.

Hoje o que se percebe nos jogos internacionais é a especial capacidade dos tenistas de efetuarem constantes passadas nos adversários na rede, porque os atuais voleadores praticamente não têm mais habilidade na execução de um “drop volley” para vencer imediatamente o ponto na rede.

Além disso o treinamento dos atletas “top” está totalmente direcionado para a melhoria do saque e da regularidade das batidas de fundo de quadra e de passadas do adversário na rede. Ou seja, o perfil do estilo do tênis está caminhando para um sistema quase único de troca de bolas de fundo de quadra, empobrecendo a criatividade deste esporte aos olhos dos expectadores.

Mudando para outra observação, agora em Cincinnati aconteceu o erro estratégico infantil que vai aqui registrado. Ao ouvir o barulho da quebra da corda da raquete do adversário, em lugar de ter acelerado e errado o golpe, o oponente deveria ter apenas botado a bola em jogo, esperando que a corda do adversário fosse afrouxando cada vez mais, levando-o ao erro. Este é um erro tático infantil, mas que o destaco aqui, por ter sido cometido numa competição Máster Séries, entre dois atletas “top-10”.

A observação a seguir é que não se vê mais quase ninguém efetuar eventualmente aquele famoso “Inside-out”, trocando-o para curta no último instante. Este é um golpe que pode ser usado para surpreender o oponente tanto num momento de “break-point” do saque adversário, como numa situação de nítida vantagem do sacador, um 40x0 ou 40x15, em que pode ser arriscada uma curtinha para surpreender o oponente.

Também praticamente não se faz mais aquela famosa curta surpresa subindo à rede executada por Arthur Ashe nem o ... (Continua nas Dicas da próxima semana)

 

Dicas da semana 515

            Interrompo hoje o tema iniciado nas Dicas 503, sobre A VIDA DE UM CAMPEÃO (mas que terá continuidade nas Dicas 516) para abordar o assunto mais comentado da atualidade, que é “A GRANDE INTERROGAÇÃO SOBRE O QUE ESTÁ ACONTECENDO ULTIMAMENTE COM O ESPETACULAR FENÔMENO ROGER FEDERER”.

            Venho acompanhando por algum tempo determinados resultados nos jogos do fenômeno Roger Federer, vendo-me completamente surpreendido com as absurdas derrotas que vêm ocorrendo atualmente em sua carreira teníística.       

Federer se posicionou a partir de fevereiro de 2004 como a mais completa e perfeita máquina do mundo no tênis internacional. E nós todos seus admiradores estamos atualmente assistindo Federer fazer 4/0 em Nadal e perder o “set” por 7/5. Noutro jogo contra Nadal ele também chegou a 5/1 e não fez mais nenhum “game”, perdendo por 7/5. Essas performances acima são praticamente impossíveis de acontecer no cenário tenístico profissional entre jogadores “top-100” e chegam a ser consideradas quase inacreditáveis num embate entre os dois melhores tenistas do mundo.

            Mais recentemente aconteceu outro fato completamente inédito na carreira de Federer, ao ser eliminado por Giles Simon na primeira rodada do torneio, podendo-se analisar que Federer perdeu para si mesmo, por conta da atual irregularidade de seu jogo.

            E para reforçar o que vamos diagnosticar em seguida Roger Federer perdeu na segunda rodada de Cincinnati para o croata Ivo Karlovic e por mais que se pretenda justificar que aquele gigante de 2,08m de altura tenha feito 22 ”aces”, contra apenas 6 de Federer, não se pode justificar com isso a derrota do número 1 do mundo, pois Karlovic teria que estar no mínimo entre os cinco melhores do mundo se o fator altura e “aces” fosse o único determinante do sucesso de cada tenista.

            E agora vamos ao atual diagnóstico de Federer! Ele está com “mononucleose”! Mário Ancic teve essa mesma doença e respeitou a orientação médica, parando por seis meses, e já voltou às quadra, jogando muito bem.

            Pouca gente sabe, mas Justine Henin está passando pelo mesmo problema de convivência com a “mononucleose” e respeitou a orientação médica, parando de jogar até se restabelecer. Tenho informações de que logo ela voltará a jogar assim que curada dessa doença.

            Os sinais da presença orgânica da “mononucleose” são apresentados através dos sintomas de “gripe” e inconstantes reações orgânicas de “moleza” e é isto que tem gerado os resultados irreconhecíveis de Federer, ao fazer 4/0 e 5/1 e, inacreditavelmente perder esses “sets”.

            Fiquei sabendo, através de fontes muito ligadas a Federer, que ele não aceitou a orientação médica para parar os seis meses porque não queria perder a enorme quantidade de pontos que teria que defender para manter-se como número 1 do mundo.

            Federer não parou porque a “mononucleose” não é uma doença tão violenta que impossibilite o atleta de continuar jogando. Todavia manter-se fazendo pesado esforço físico enquanto doente aumenta bastante a fragilidade de seu organismo, deixando o atleta susceptível à entrada de novas e mais graves doenças.

Assim, por ter uma fenomenal bagagem de performance como atleta, Federer optou por continuar jogando para defender seus pontos como número 1 do mundo.

A leitura de quem entende de tênis é que não foram os atletas que melhoraram uma barbaridade, passando a ganhar de Federer. O que realmente está acontecendo é que Federer vem atravessando uma fase de nítida irregularidade, por conta de sua atual deficiência física gerada pela mononucleose, levando-o a derrotas jamais ocorridas em passado recente.          

 

Dicas da semana 514

(Continuação das Dicas da semana passada) ...

            Mantendo o assunto iniciado nas Dicas 503, sobre “A VIDA DE UM CAMPEÃO”, continuarei registrando uma série de detalhes para consertar erros praticados até por atletas de nível “top ten”.

            Por conta do fato de que eu jogo e estudo tênis há mais de meio século tenho tido oportunidade de perceber que a prática de alguns antigos golpes criativos de nosso esporte tem sido esquecida pela atual população tenística. E é neste momento que vou abrir este espaço para contribuir no sentido de se recuperar a prática daqueles golpes no cenário do tênis internacional.

            A frase que define a importância do que vou abordar a seguir chama-se: “CAMUFLAR OS GOLPES”. Neste nível de competição “a maior bagagem de equipamento mental passa a ser decisiva para a melhor performance do atleta campeão”.

            Quando se fala, entretanto, em equipamento mental só se pensa em decisões de ordem mental para fazerem o corpo do atleta executar com a maior perfeição sua bagagem de golpes e táticas. Mas vou falar aqui no componente mental chamado cerebelo, a parte do cérebro que armazena os movimentos que são executados pelo atleta quando o comportamento instintivo arquivado no seu subconsciente (cerebelo) é acionado.

            É importante registrar que esse armazenamento no cerebelo só ocorre depois do treinamento de milhares de repetições do golpe que se pretende guardar no subconsciente. Isto é idêntico ao que se faz nos colégios, estudando bastante os textos acadêmicos exigidos pela escola, até que se consiga decorá-los.

            Como vamos falar do assunto “CAMUFLAR OS GOLPES”, a primeira recomendação altamente importante que farei será através da sentença “ENGANE O ADVERSÁRIO! MAS JAMAIS ENGANE A SI MESMO!” Em outras palavras, antes da execução do golpe você precisa dar um recado ao seu cérebro que irá fingir para o adversário que vai executar um movimento, mas no último instante mudará para outro tipo de golpe. Você não pode preparar seu corpo para fazer um golpe e no último instante decidir mudar para outro movimento, porque a mensagem cerebral para o corpo mudar um golpe é muito mais rápida do que a capacidade do comando muscular para executar aquela repentina mudança de golpe.

            Nessa linha do assunto “CAMUFLAR OS GOLPES” o primeiro movimento que vou lembrar é que praticamente ninguém usa mais aquela tática de “fingir que vai dar um winner finalizador do meio da quadra, dirigindo a bola em um dos lados no fundo da quadra adversária e mudar a empunhadura no último instante para efetuar uma simples curtinha”.

Quando você se prepara para finalizar o ponto com um “winner” de dentro da quadra o adversário em completa desvantagem pensa que terá que dar uma de goleiro no futebol defendendo um pênalti e escolhe antecipar-se em correr para um dos lados no fundo da quadra, passando a ter 50% de chance de deslocar-se para o local em que você dirigiu a bola, tendo assim condições manter-se na disputa do ponto. Se você escolher a curta ela não precisará ser nem muito perfeita, porque estará aplicando um contrapé no adversário que estará correndo antecipadamente para um dos lados no fundo de seu lado da quadra.     

...(Continua nas Dicas da próxima semana)

 

Dicas da semana 513

(Continuação das Dicas da semana passada) ...

            Outro erro que vou comentar a seguir é sobre a inadequada maneira de se executar com “slice” um voleio de “backhand” em bola abaixo do nível da rede. Quando se executa erradamente esse golpe com “slice” ele é iniciado antecipando-se com a ponta da raquete indo para trás e para cima, à altura da cabeça do atleta e isso dificulta bastante o controle desse golpe, tendo em vista que o ponto de contato raquete-bola se dará numa pequena fração de segundo, já que a bola adversária estará desenvolvendo um percurso muito baixo e quase paralelo ao chão, enquanto a raquete estará descrevendo no ar um percurso de cima para baixo, quase perpendicular ao chão e completamente diferente daquele desenvolvido pela bola. Ou seja, as diferentes direções percorridas pela bola e pela raquete estarão formando no ar um ângulo de quase 90º em direção ao ponto de contato raquete-bola.

            O mais correto é se seguir diretamente com a cabeça da raquete para o ponto de encontro com a bola e golpeá-la com uma ligeira chapada de baixo para cima, dirigindo-a paralela ou cruzada no fundo da quadra adversária, ou efetuando uma curta cruzadinha. Quem só executa o voleio baixo de “backhand” com “slice” jamais terá grande habilidade para fazer o voleio com curtinha em “cross court” e por isso sempre escolherá afundar a bola na paralela ou na cruzada, eventualmente perdendo o ponto quando o adversário conseguir adivinhar o local em que se optou por direcionar o voleio.

            Deve-se copiar nesse voleio baixo de “backhand” exatamente o mesmo perfeito movimento de raquete que praticamente todos os tenistas fazem no caso do voleio baixo de “forehand”, indo diretamente com a ponta da raquete para o ponto de encontro raquete-bola e com isso tendo as três opções (paralela, cruzada ou curtinha) para dirigir o golpe de voleio.

Chamamos de profissionalizar os golpes a técnica de fazer apenas os movimentos estritamente necessários para se ter a maior eficiência em cada golpe. Ou seja, deve-se eliminar qualquer movimento desnecessário à perfeição dos golpes.

O perfeito voleio só precisa, portanto, de um pequeno bloqueio da bola, executado de preferência sempre com o plano das cordas da raquete oblíquo em ralação à rede, com o fim de se golpear a bola preferencialmente em “cross court”, matando-se imediatamente o ponto com esse único voleio cruzadinho. Jamais vá com a raquete para trás e para frente na execução do voleio. Lembre da figura de um gatilho pegando alguma coisa à sua frente: ele vai diretamente com a patinha para frente para pegar o que deseja. Lembre também do “jab” do lutador de Boxe, que alavanca seu golpe indo diretamente para frente, em direção ao queixo do adversário. Ou seja, a própria ida do braço para frente já é a alavancagem suficiente para impulsionar a raquete em direção à bola.  

... (Continua nas Dicas da próxima semana)

 

Dicas da semana 512

(Continuação das Dicas da semana passada) ...

            Mantendo o assunto iniciado nas Dicas 503, sobre “A VIDA DE UM CAMPEÃO”, continuarei registrando uma série de detalhes para consertar erros praticados até por atletas de nível “top ten”.

As críticas que farei neste momento têm origem em alguns erros cometidos recentemente em Wimbledon pelas maiores estrelas deste esporte no cenário internacional.

            O primeiro comentário que farei é sobre o jogo entre Andy Murray GBR (12) e Rafael Nadal ESP (2). Nadal já havia vencido os dois primeiros “sets” por 6/3 e 6/2 e somente no terceiro “set” é que Murray começou a efetuar um jogo mais equilibrado contra Nadal. Por algumas vezes nesse mesmo “set” Nadal teve oportunidades de “break-point”, mas o adversário se recuperava e conseguia manter o equilíbrio do “set”. Mas no 4/4, quando Murray sacava pressionado por um “break-point”, ele cometeu um erro que eu o apelidei de erro de “smash” de bola flechinha. É que a bola devolvida por Nadal estava passando muito rápida por cima da cabeça de Murray que chegava correndo bem próximo à rede e nesse caso ele não deveria ter optado pelo “smash” e sim por dar um rápido passo para sua esquerda e efetuar um voleio de bola alta de “forehand”.  É que o movimento da raquete no “smash” é circular, o que resulta em se jogar a bola para fora dos limites da quadra adversária quando a raquete golpeia a bola um milésimo de segundo atrasada, o que exatamente aconteceu com o golpe da Murray.

A bola ideal para se efetuar um “smash” quando se está perto da rede é aquela que cai quase verticalmente sobre nossa cabeça, ficando-nos mais fácil golpeá-la no momento adequado para acertar a bola dentro dos limites da quadra adversária.

Escolhendo o smash” de bola flechinha você só tem uma chance de botar a bola dentro da quadra adversária, que é no caso de ter contado com a sorte para bater a bola exatamente na fração de segundo adequada para acertar o golpe. E terá quase 70% de probabilidade de errar esse golpe, caso tenha batido a bola atrasado, como descrito acima, ou golpeando-a na rede, caso bata nela adiantado.

            Já se você optar pelo voleio de bola alta de “forehand” terá praticamente 100% de chance de vencer o ponto, pois, se tiver batido a bola atrasado, ela ainda entrará paralela na quadra adversária e se golpeá-la adiantado ela também entrará cruzada, nestes dois casos praticamente garantindo-lhe vencer o ponto. E mesmo que seu golpe seja executado em cima do adversário você ainda continuará em vantagem na disputa do ponto.

... (Continua nas Dicas da próxima semana)

 

Dicas da semana 511

(Continuação das Dicas da semana passada) ...

            Dou aqui continuidade ao assunto iniciado nas Dicas 503, de 11/05/08, sobre “A VIDA DE UM CAMPEÃO”.

O próximo assunto centra-se no fato de que você precisa fazer com que absolutamente tudo na vida conflua na mesma direção de ajudá-lo a atingir o estrelato. O que vai a seguir serve tanto para sua vida como atleta, como acadêmico.

Eu fui um dos jogadores expoentes do País nos anos 60/70 e as constantes matérias publicadas pela mídia carioca faziam a população reconhecer-me nas ruas. Era para mim impossível conhecer tantos rostos, além dos mais familiares, e por conta disso eu sempre aprontava um cumprimento com aquele famoso “- Fala meu garoto!” às pessoas que me olhavam rindo ou me chamavam pelo nome.

Meu objetivo era deixar evidente que eu era um cara simpático e legal e isto é fundamental para um atleta expoente. É que você nunca sabe com quem está falando em cada situação e numa dessas pode ser agradavelmente surpreendido pela oferta de um grande empresário para ajudá-lo no patrocínio de sua carreira, ou pela a orientação técnica ou tática de um experiente técnico internacional que o viu jogar e gratuitamente resolveu dar-lhe uma contribuição, por concluir que você é um garoto simpático que merece ser ajudado.

Quanto mais o seu perfil geral como atleta expoente for se fixando no cenário da mídia internacional, maiores serão as boas oportunidades que aparecerão para ajudá-lo na direção do sucesso, desde que você saiba se fazer admirado e querido pela comunidade internacional ligada ao seu esporte.

A seguir vou registrar uma série de detalhes para consertar erros praticados até por atletas de nível “top ten”.

Quando precisar deslocar-se para trás, treine bastante correr com o corpo meio de frente para a quadra adversária, baixando bastante somente o ombro da frente e dando o penúltimo passo com o pé de trás e o último com o pé da frente indo de volta para frente. Com essa posição de ombro da frente mais baixo que o de trás, quando você frear para voltar com o último passo para frente, terá conseguido fazer com que o peso de seu corpo não caia para trás, mantendo-se na mesma é única posição padrão de equilíbrio. Veja que uma pequena caída de seu corpo para trás parece um quase nada de inclinação para cima das cordas de sua raquete, mas esse pequeno ângulo dela, ligeiramente mais direcionado para cima, vai provocar uma enorme mudança na direção para cima na direção que você pretendeu dar à bola, à medida que ela vai se distanciando de sua raquete, fazendo com que a bola caia bastante fora, no fundo da quadra adversária.  fazendo com que ela caia bastante fora da quadra adverssso uma enorme mudança da direç

... (Continua nas Dicas da próxima semana)

 

Dicas da semana 510

(Continuação das Dicas da semana passada) ...

            Dou aqui continuidade ao assunto iniciado nas Dicas 503, de 11/05/08, sobre “A VIDA DE UM CAMPEÃO”.

O nome de todo esporte competitivo é “jogo”, o que significa que não se trata de uma “ciência” exata, onde sempre dois mais dois é igual a quatro.

Há inúmeros fatores que podem levá-lo ao erro, sem que nenhum deles deva ser interpretado como “incompetência” sua, levando-o ao “comportamento negativista e derrotista”.

Por mais que o chão das quadras pareça regular, é possível perceber-se poças de água confirmando a irregularidade desses pisos. As bolas que batem nas linhas das quadras de saibro causam também desvios na sua trajetória, muitos desses levando ao erro dos atletas.

Uma sujeirinha, um pequeno pedaço de folha de árvore que acaba de pousar na quadra mais bem cuidada do mundo pode também levar ao erro do atleta, bastando para isso que a bola adversária tenha batido no chão exatamente no local onde se encontrava aquela pequena folha. É que nós programamos uma aceleração de nossa raquete para efetuarmos o golpe exatamente compatível com a velocidade desenvolvida pela bola em nossa direção. E exatamente quando a bola bate naquele cisco ela escorrega e aumenta tanto a sua velocidade como muda sua direção que havia antecipadamente sido lida por nossa análise visual. A mesma coisa pode acontecer numa quadra de saibro, em que você tenha escorregado no chão no ponto anterior, criando um morrinho de areia que no próximo o em algum dos pontos seguintes do “game” poderá resultar na mudança de direção do pulo da bola, levando-o ao erro.

Também é muito importante se estar constantemente analisando a boa performance dos adversários, aprendendo-se a dar parabéns para eles quando jogam bem, pois no esporte todos os atletas estão sempre tentando ser os melhores, quebrando “recordes”. Daí que se deve analisar, durante uma competição, quando o adversário foi perfeito, ocasião em que, em lugar de nos criticarmos em qualquer das situações acima descritas, induzindo nossos bilhões de células a um negativismo altamente prejudicial à nossa boa performance durante o jogo, devemos sempre agir com otimismo e também aprender a dar parabéns ao adversário, mas analisando como poderemos evitar que aquelas mesmas situações favoráveis às características do oponente possam ser por ele repetidas durante o jogo.

O próximo assunto centra-se no fato de que você precisa fazer com que absolutamente tudo na vida conflua na mesma direção de ajudá-lo a atingir o estrelato. Eu fui um dos jogadores expoentes do País nos anos 60/70 e as constantes matérias publicadas pela mídia carioca faziam a população reconhecer-me nas ruas. Era para mim impossível reconhecer tantos rostos, além dos mais familiares, e por conta disso eu sempre aprontava um cumprimento com aquele famoso “- Fala meu garoto!” a quem me olhava rindo ou me chamava pelo nome. Meu objetivo era não passar por antipático e deixar evidente que eu era um cara simpático e legal. Por que isto é fundamental para um atleta expoente? É porque ... (Continua nas Dicas da próxima semana)

 

Dicas da semana 509

(Continuação das Dicas da semana passada) ...

            Dou aqui continuidade ao assunto iniciado nas Dicas 503, de 11/05/08, sobre “A VIDA DE UM CAMPEÃO”.

A grande virtude do mascarado centra-se no fato de que ele “crê” uma barbaridade que é o rei da perfeição e tal positivismo é que o leva a ter muito sucesso em sua performance dentro da quadra.

            O único aspecto negativo do comportamento do mascarado é que ele fica antipatizado por todos, deixando de ser ajudado gratuitamente por muitas pessoas na direção do maior sucesso de sua carreira.

            Mas o que deve ser aproveitado para o maior sucesso dos campeões é exatamente aquela crença dos mascarados em si próprios e apagando-se de tal comportamento o lado negativista de anunciar para toda a comunidade que a gente se acha apenas o máximo. Em outras palavras, creia em si com aquela mesma magnífica determinação dos mascarados, mas guarde somente para você este importantíssimo segredo.

            Lembre-se de que o seu corpo é formado por bilhões de células e todas elas recebem os comandos cerebrais tanto do negativismo, como do positivismo. A base do sucesso das religiões é a crença, que leva à salvação física e/ou mental de seus seguidores.

Descrevo a seguir dois pequenos exemplos tirados do livro “Poder sem Limites”, de Anthony Robbins. O primeiro é sobre o negativismo de uma pessoa que diz para si, antecipadamente, “- Eu não consigo encontrar esse copo!” Ou seja, ela deu um recado negativo para toda a sua estrutura celular para trabalhar no sentido de não ver o copo que se encontrava bem à sua frente, no meio da mesa de jantar. E o segundo exemplo é o de uma pessoa cujo final de sua vida foi determinado pelos médicos que ocorreria em menos de dois meses. Tal indivíduo foi orientado pelo princípio da neurolinguística, que se baseia na crença, mudando totalmente seu comportamento diário estressado para uma convivência apenas com pessoas agradáveis, programas de televisão engraçados, além de não mais se permitir arquivar em seu cérebro qualquer ocorrência desagradável. E por conta disso essa pessoa está viva até hoje.

O nome de todo esporte competitivo é “jogo”, o que significa que não se trata de uma “ciência” exata, onde sempre dois mais dois é igual a quatro.

Há inúmeros fatores que podem levá-lo ao erro, sem que nenhum deles deva ser interpretado como “incompetência” sua, levando-o ao “comportamento negativista e derrotista”.

Por mais que o chão das quadras pareça... (Continua nas Dicas da próxima semana)

 

Dicas da semana 508

(Continuação das Dicas da semana passada) ...

            Dou aqui continuidade ao assunto iniciado nas Dicas 503, de 11/05/08, sobre “A VIDA DE UM CAMPEÃO”.

            Leia e releia sistematicamente todos os itens que venho abordando sobre este assunto, para que os coloque em seu cardápio de golpes e de comportamento. A releitura sistemática também é importante para levá-lo a relembrar alguns detalhes de seus golpes ou comportamentos que possam eventualmente ter sido esquecidos, vindo a prejudicar o seu desempenho técnico ou mental.

            Quando ocorrer de você se sentir surpreendido por um imediato nervosismo provocado pela tensão da disputa de um ponto decisivo lembre-se sempre de que é possível eliminar o excesso de adrenalina absorvido por seu organismo naquele momento passando a fazer algumas respirações profundas. Tais respirações resultarão em seu organismo absorver endorfina suficiente para neutralizar o excesso de adrenalina que provocou seu nervosismo instantâneo.

            Lembre-se de que, quando você se irrita momentaneamente, você também se sente nervoso e isto foi igualmente provocado pelo excesso de adrenalina absorvido por seu organismo.

            Como já comentei em Dicas passadas você só precisará de poucos segundos para fazer aquelas respirações seguidas e profundas para absorver a quantidade de endorfina suficiente para neutralizar a adrenalina e levá-lo a se acalmar para jogar o próximo ponto.

            Finalizo lembrando que inúmeros jogadores internacionais são usuários desse sistema de absorção de endorfina. Dou como exemplo final deste assunto o fato de que, quando você começa a ficar com a moleza de corpo provocada pelo sono a primeira e imediata coisa que faz sem perceber é abrir a boca e efetuar enormes bocejos, absorvendo mais endorfina do que quando respira normalmente e com isso o seu corpo vai ficando cada vez mais relaxado e sonolento.

            O próximo assunto que abordarei é sobre “o positivismo dos mascarados”, um tema que também já abordei em Dicas passadas, mas que vale ser incluído no conjunto de exigências para o sucesso na vida dos campeões.

            A grande virtude do mascarado centra-se no fato de que ele “crê” uma barbaridade que é o rei da perfeição e tal positivismo é que o leva a ter muito sucesso em sua performance dentro da quadra.

            O único aspecto negativo do comportamento do mascarado é que ele fica antipatizado